Será que filho de peixe, peixinho é?

Você Sabia?

Nos Jogos Olímpicos Rio 2016, enquanto Michael Phelps reinava no Parque Aquático e conquistava cinco ouros e uma prata, outra celebridade brilhava nas arquibancadas. O pequeno Boomer, filho de Phelps, atraía as atenções do mundo enquanto o pai tornava-se o maior campeão olímpico de todos os tempos, com 28 medalhas no total. Provavelmente todos se perguntavam se ali estava o futuro “fish man”.

Especialistas no segmento esportivo afirmam que 80% de um futuro campeão se baseiam na herança genética e os outros 20% dependem de treinamento, controle emocional e das condições gerais. Um dos exemplos é o americano Gary Hall Jr., prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996). Ele é filho de Gary Hall Sr., famoso nadador da década de 70 e três vezes medalhista olímpico.

“É sempre muito importante os pais incentivarem e apoiarem ao máximo as escolhas dos filhos, mas sem forçar e tornar isso obrigatório – “ah, se o pai foi campeão, o filho também tem que ser”, afirma Gabriel Fragomeni, pai de Manuela (2 anos) e Gabriela (12 anos). O nadador de águas abertas conta que basta colocar Manu na banheira para a menina ficar toda faceira. “Ela tem essa habilidade com o ambiente aquático, assim como a Gabriela”, diz orgulhoso.

Gabriel Fragomeni passa as suas experiências de atleta para as filhas Manuela e Gabriela

Para Gabriel, é natural que os pais atletas envolvam os filhos no ambiente esportivo e participem desse desenvolvimento. “Creio que a aptidão seja justamente por causa do contato desde cedo com a modalidade e as experiências passadas de pais para filhos, mas sem fazer dessa paixão uma obrigação”, explica.

A mesma opinião é compartilhada por Carolina Bergamaschi, mãe do pequeno Nicolas, de 3 anos. A nadadora conta que o filho começará na escolinha de natação ainda neste ano, “mas já coloco ele na água desde sempre”, diz sorrindo. Carol afirma que incentivará Nicolas a fazer qualquer tipo de esporte. “O mais importante é ele seguir e fazer o que ama, assim como me apaixonei pela modalidade”, garante.

Desde cedo Nicolas frequenta as piscina com a mãe campeã Carol Bergamaschi

Destaque na natação feminina brasileira, a velocista diz que é natural os filhos de atletas serem incentivados desde cedo a nadar por saúde e por cuidados gerais. “Por ter o apoio dos pais que praticam ou praticaram o esporte, é provável que eles desenvolvam essa aptidão mais rapidamente. No entanto, qualquer criança, em qualquer área, não somente no esporte, pode criar essa predisposição com incentivo e apoio”, comenta.

Já as filhas de Fernando Scherer se encaixam perfeitamente no provérbio “filho de peixe, peixinho é” e herdaram as habilidades esportivas do pai duas vezes medalhista olímpico e detentor de inúmeros títulos mundiais. Isabella, atualmente com 22 anos, nadou dos oito aos 14 anos e chegou a ser vice-campeã brasileira na categoria Infantil 1. “Ela tem um talento natural para a natação, mas acabou optando pela carreira artística. Já a Brenda faz aulas e nada desde os 3 anos”, revela Fernando.

Xuxa com a filha Brenda, de 5 anos: ela terá sempre o incentivo do pai nas suas escolhas

De acordo com Xuxa, a natação tem que ser incentivada desde cedo por conta do aspecto da saúde, da qualidade de vida e principalmente da segurança. “É muito importante para a criança saber nadar para que os pais tenham mais tranquilidade em ambientes com água – piscinas, praias, lagos etc”, alerta. No entanto, apesar da predisposição genética, se o filho de um campeão terá o mesmo sucesso dependerá da persistência, de muito treino e do amor por aquilo que faz. “Eu jamais forçaria esse caminho, mas estarei sempre ao lado das minhas filhas para apoiá-las nas escolhas”, garante Xuxa.

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