Fernando Scherer: é preciso acreditar sempre!

Atletas

A primeira chance que tive de disputar uma Olimpíada foi em 1992. Eu fiquei a apenas um centésimo de segundo do índice exigido pelo Comitê Olímpico Brasileiro para participar dos Jogos Olímpicos de Barcelona (ESP). Um centésimo que me impediu de realizar esse grande sonho! Dá para acreditar?

Na ocasião jurei que não somente estaria em Atlanta (EUA), mas que chegaria ao pódio. Quatro anos depois, orgulhosamente eu fazia da equipe brasileira de natação que disputou a Olimpíada. Nas eliminatórias dos 50m livre houve um empate triplo – eu, o venezuelano Sanchez e o alemão Ziarsky – na disputa pela sétima e oitava vaga. Foi difícil controlar o nervosismo, pois qualquer erro mínimo poderia aniquilar o meu sonho. Eu venci o desempate e nadei na raia 1, de onde pulei para o bronze olímpico. Por isso o meu terceiro lugar foi comemorado como vitória e sem dúvida foi um grande divisor de águas na minha carreira.

Já em 2000 sofri uma entorse no tornozelo e tive o rompimento parcial do ligamento. Foi uma sensação horrível e uma angústia imensa saber que eu poderia ficar fora dos Jogos de Sydney (AUS). Foquei ao máximo na recuperação para o evento e, mesmo sem estar plenamente recuperado, ajudei a equipe brasileira a conquistar o bronze no revezamento 4x100m livre. Foi uma vitória pessoal imensa para mim.

Eu sempre uso essas experiências para afirmar que é possível superar as adversidades. É preciso acreditar e não desistir, apesar de todas as adversidades. Depois que o resultado for alcançado, tudo terá valido a pena.

Por Fernando Scherer

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