Diego Uchôa: nasci com vocação para ser educador físico

Atletas

Desde pequeno eu dizia que essa seria a minha profissão, apesar de não ter ninguém da família no segmento. Inclusive há uma reportagem minha para o jornal de meu antigo colégio no Rio de Janeiro, quando eu tinha apenas 11 anos, falando que faria Educação Física quando fosse mais velho. E foi exatamente isso que aconteceu!

É claro que tenho o esporte no meu DNA, já que durante anos fui atleta profissional de natação. Desde muito cedo pratico a modalidade e a convivência com os treinadores, além da própria experiência como nadador, acabaram influenciando na decisão. Eu iniciei no Flamengo – aos oito anos já era federado – e fiz todas as categorias de base no clube, até o Juvenil 2. Depois fui treinar no Unisanta (Santos, SP), onde fiquei por cinco anos. E foi justamente nesse período, entre 2007 e 2010, que cursei Educação Física na Universidade.

Em 2011 ingressei no Minas Tênis Clube (MG), onde fiquei até 2013 – neste meio tempo fiz minha especialização em Treinamento Esportivo na Universidade Federal de Minas Gerais. Durante o curso estudei toda a ciência que envolve o esporte: fisiologia, psicologia, pedagogia, cinesiologia, entre tantos outros assuntos. Seguir na carreira de treinamento voltado à natação foi um processo natural por conta de minha experiência com a modalidade.

Após oito anos morando fora, em 2014 voltei para o Rio de Janeiro – passei pelo Fluminense e pelo Marina Barra Clube – e em 2016 retornei como atleta do Flamengo para tentar a última seletiva olímpica. Em agosto do ano passado surgiu o convite para assumir a equipe petiz rubro-negra, o que me deixou imensamente feliz. Hoje em dia treino 40 crianças de 11 e 12 anos, todas federadas, divididas nos turnos da manhã e da tarde.
​O nosso time é o atual campeão carioca petiz de natação e recentemente fomos vice do Sudeste, perdendo apenas para o Minas.

O meu principal objetivo ​é fazer essa garotada feliz com a natação. É preciso que a prática seja prazerosa para que levem o legado às categorias acima, tornando-se grandes nadadores, sem parar no meio do caminho porque enjoaram. A prática esportiva é essencial para que aprendam a ter força de vontade, disciplina e espírito de equipe. Como tenho uma bagagem pessoal imensa por conta da minha carreira, também posso passar minhas experiências. E esses são valores que levarão para o resto da vida!


Atualmente, aos 28 anos, me sinto realizado. Um treinador certa vez me disse – e hoje sou capaz de entender – que os técnicos da base são os mais importantes, pois ​têm o desafio de construir atletas. Isso agora é muito claro
​ para mim​ . Sem bons treinadores não teremos desportistas de alto rendimento, pois eles provavelmente desistirão logo no início. Por isso quero continuar promovendo um ótimo trabalho enquanto treinador petiz, sempre estudando e me aprimorando para contribuir com o desenvolvimento da natação no Brasil.

Hoje, 1º de setembro, quando celebramos nacionalmente o Dia do Profissional da Educação Física, quero dar os parabéns a todos que, assim como eu, se dedicam a promover a saúde e o aumento da qualidade de vida da população. Embora a profissão como um todo seja pouco valorizada no Brasil, é uma nobre missão que temos em mãos.​​

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