Chega de celular! Está na hora de realmente se conectar

Vida Saudável

Em um mundo cada vez mais conectado, por ironia, as pessoas estão cada vez mais distantes. Sentar à mesa na hora da refeição, contar histórias e dividir experiências são pouco frequentes. Neste abismo de relacionamento, a prática esportiva é um dos raros momentos de união e integração.

“Vivemos uma rotina frenética e em um universo envolto por tecnologia. Portanto, é comum que as crianças passem mais tempo conectadas. Os pais, em função da pouca disponibilidade, acabam cedendo esse espaço”, explica a terapeuta Camila Custódio, do Consultório Emocional.

Muito além da saúde física da criança, quando pais e filhos praticam juntos alguma atividade física, os vínculos afetivos são fortalecidos. “Quando o pai incentiva o filho e está ao seu lado para apoiar, ele estimula a construção de uma memória afetiva que é muito importante. Portanto, esse vínculo promovido pelo esporte é fundamental”, afirma a terapeuta.

Sempre que possível, Maria Fernanda está junto ao pai.

Pai de Maria Fernanda, de dois anos, o nadador Fred Castro, especialista no nado borboleta, concorda que o esporte seja importante fator de aproximação. “O meu pai foi campeão brasileiro de atletismo, sempre gostei de saber sobre os treinos e competições dele, até o modo de pensar para atingir um resultado expressivo. Até hoje passamos horas conversando sobre o esporte em geral”, conta Fred.

Aos 28 anos, sendo 18 deles dedicados a natação, o maranhense tem oito participações em Copa do Mundo, com quatro medalhas conquistadas. Enquanto Fred treina, Maria Fernanda gosta de brincar na piscina e no playground. Sempre que possível, ela o acompanha nas competições. “Os pais que praticam atividade física sabem que os filhos estarão interagindo com outras crianças em um ambiente divertido, sendo estimulados desde cedo a terem disciplina, respeito, ética e objetivos. Tudo isso livra um pouco a criança do tablet e computador”, garante.

Laís sempre acompanha o pai Gustavo nas jornadas esportivas.

Aos 41 anos, a vida de Gustavo Pinto também sempre foi ligada ao esporte. Pai de Laís, de 9 anos, desde novinha ela está junto nos treinos realizados aos fins de semana. “Saíamos para fazer trilhas, pedalar, andar de patinete. Então, vejo o quão importante é essa referência do pai trabalhar com atividade física e ela gostar disso, pois nos une ainda mais”, revela o ex-nadador e fundador da GPA Assessoria Esportiva.

Na opinião de Gustavo, os filhos têm os pais como exemplos e querem fazer o mesmo que eles. “As crianças olham com um brilho diferente para os seus pais. Eu vejo muito isso no Ironman, esse orgulho estampado nos rostos dos filhos”, afirma.

Gustavo é um exemplo para a filha Laís de amor ao esporte.

A terapeuta Camila Custódio garante que seria bastante positivo para a sociedade se todos os pais destinassem um tempo para praticar alguma atividade com os filhos. “Quando a criança for adulta se lembrará dessa vivência e das lições aprendidas. Mas não pode ser para postar a foto na rede social ou como obrigação. Tem que ser lúdico, prazeroso, como um momento único de atenção e cumplicidade. Essa é uma lembrança e uma lição que se leva para a vida toda”, finaliza.

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