Brasil tem participação histórica no Mundial de Budapeste

Competições

Depois de enfrentar uma das fases mais tristes da sua trajetória, com as turbulências envolvendo a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, a natação nacional viveu momentos de glória no Mundial de Budapeste, na Hungria, encerrado no dia 30.

Com oito medalhas no total, sendo 2 ouros, 4 pratas e 2 bronzes, essa foi a segunda melhor campanha do Brasil em número total de medalhas (no ano de 2013, em Barcelona, foram 10). A começar pela histórica conquista da pernambucana Etiene Medeiros, que por um centésimo se tornou a primeira nadadora do país a ganhar medalha em um Campeonato Mundial em piscina longa e justamente ocupando o lugar mais alto do pódio. Ela fez 27s14 e venceu o duelo particular com a chinesa Fu Yuanhui, marcando o terceiro melhor tempo da história. A maratonista aquática Ana Marcela também foi soberana em Budapeste e novamente garantiu o ouro, sendo a única atleta do mundo a ostentar o tricampeonato nos 25 km (2011, 2015 e 2017). A baiana ainda levou dois bronzes nas provas de 5 km e 10 km.

O Brasil também conquistou quatro medalhas de prata.  O revezamento 4x100m livre masculino ficou em segundo com Gabriel Santos, Cesar Cielo, Marcelo Chierighini e Bruno Fratus. Com 3min10s34, recorde sul-americano, a equipe lutou até fim com os Estados Unidos, que fez 3min10s06. Outra medalha muito comemorada foi a de Nicholas Santos nos 50m borboleta. Aos 37 anos e sendo o atleta mais velho de toda a competição, ele completou a prova em 22s79, apenas 0s04 atrás do britânico Benjamin Proud. Já o capixaba João Gomes Jr. faturou a prata nos 50m peito com 26s52, novo recorde das Américas, atrás somente do britânico Adam Pety (25s99). Bruno Fratus encerrou de forma brilhante a participação da seleção nacional com a segunda colocação nos 50m livre (21s27). O ouro ficou com o norte-americano Caeleb Dressel (21s15).

As conquistas dos atletas brasileiros foram muito comemoradas por Fernando Scherer, medalhista no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 1994, realizado em Roma, na Itália. Ele obteve o bronze na prova dos 4x100m livre junto com Teófilo Ferreira, André Teixeira e Gustavo Borges. Desta vez, Xuxa esteve presente no mundial, mas de outra forma. A Hammerhead forneceu materiais como toucas e trajes para vários atletas. A touca 3D Max, por exemplo, tem sido a preferida de João Gomes Jr. e Guilherme Guido. Já o traje Silverarmour é usado por Léo de Deus e o Powerglide por Henrique Martins.

“Desde que a Hammerhead se tornou uma empresa, há quase 20 anos, estamos sempre apoiando os atletas brasileiros. Afinal, eu já estive do outro lado e sei o quão difícil é conseguir apoio no meio esportivo. Por isso, quando vejo os nadadores usando os nossos produtos, fazendo excelentes resultados e sabendo que de alguma forma estivemos presentes na história deles, é um motivo de orgulho muito grande”, elogia Xuxa.

Fotos: Satiro Sodré

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