Artigo de Fernando Scherer: de Weissmuller a Phelps

Atletas

Desde que Johnny Weissmuller começou a despontar nas piscinas mundiais, no início do século XX, usando o seu traje macaquinho, até os Jogos Olímpicos 2016, no Rio de Janeiro, quando Michael Phelps abocanhou cinco ouros e os nadadores ‘voaram’ nas piscinas com seus trajes de última geração, muita coisa mudou na tecnologia esportiva.

No caso dos atletas de ponta, que batalham por centésimos de segundo, são detalhes que influenciam entre o ouro e a desclassificação. E o nadador profissional que não aproveitar os benefícios da tecnologia a serviço do resultado estará com uma séria desvantagem.

Para quem não está habituado, causa certo estranhamento ver os atletas usando bermudas justíssimas ou trajes de competição colados ao corpo. Afinal, onde foram parar os tradicionais maiôs e sungas? Pouca gente sabe, mas por trás de cada peça há uma tecnologia de última geração. No caso das roupas, por exemplo, a compressão aumenta a oxigenação, diminuindo o ritmo dos batimentos cardíacos e evitando que os músculos se fatiguem rapidamente. Os materiais também auxiliam na flutuabilidade e reduzem o índice de atrito do corpo com a água. Isso resulta em maior velocidade com menos gasto de energia e, consequentemente, em um melhor desempenho. Uma curiosidade é que todos os trajes usados nas competições internacionais devem ter o selo da FINA (Federação Internacional de Natação), que desde 2009 estabeleceu o limite de flutuabilidade e impermeabilidade das roupas.

Isso apenas para citar a natação de alto desempenho. Para quem nada como lazer, os acessórios específicos da modalidade – como nadadeiras, snorkel e palmares – além de ajudarem a aprimorar a técnica, tornaram os treinos mais divertidos. Portanto, foi-se o tempo em que nadar significava fazer a atividade física deslocando-se monotonamente de um lado para o outro. Essa forma mais dinâmica ajudou a impulsionar a modalidade, que hoje é a quarta mais praticada no Brasil.

Desde que comecei a nadar até a minha aposentadoria, em 2008, vivenciei toda essa evolução da natação e engana-se quem pensa que abandonei as piscinas! Há duas décadas, agora como empresário, eu me dedico a investir no desenvolvimento de artigos de natação com alta tecnologia, pois sei o quanto isso faz a diferença no desempenho do nadador. Sempre me encantou o quanto a natação é benéfica para quem a pratica. E esse amor ao esporte sempre moverá a minha vida.

(*) Artigo de Fernando Scherer, duas vezes medalhista olímpico e sócio da Hammerhead, publicado no jornal Notícias do Dia.

 

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