A REPRESENTATIVIDADE DA MULHER NOS JOGOS OLÍMPICOS

Você Sabia?

Você sabe quantas mulheres participaram da primeira edição dos Jogos Olímpicos da era moderna, que teve início no dia 6 de abril de 1886 em Atenas, na Grécia? Nenhuma. Todos os 241 participantes de 14 países eram homens.

Naquela época, o francês Barão de Coubertin, idealizador do movimento que resgatou a Olimpíada da Antiguidade, era contrário à participação feminina por considerar que elas não eram capazes de praticar as modalidades que seriam disputadas, muito menos de competir.

Apenas quatro anos depois, nos Jogos Olímpicos de Paris, as mulheres fariam a estreia no evento. Ainda que em número infinitamente menor – 22 competidoras, o que representava 2% do total – foi um marco e a tenista britânica Charlotte Cooper cravaria o seu nome na história esportiva ao vencer as competições individuais e mistas com o compatriota Reginald Doherty.

O Brasil teve a sua primeira participação olímpica em 1920, mas foi apenas em 1932, em Los Angeles, que uma mulher integrou a seleção brasileira. Na delegação composta por 82 atletas, a única representante feminina foi a nadadora Maria Lenk (foto), que não ganhou medalha, mas deixou um legado espetacular.

Ao longo das décadas essa diferença foi sendo reduzida, ainda que lentamente. Somente na Olimpíada de Londres (2012) as mulheres competiram em todas as modalidades, sendo que a edição inglesa ficou marcada também pela presença de representantes femininas em todas as nações presentes no evento.

A edição que celebrou os 130 anos dos Jogos Olímpicos da era moderna, realizada em 2016 no Rio de Janeiro, foi a que apresentou o maior índice de representatividade feminina na história olímpica, com 47%. Alguns países como a China e EUA, inclusive, têm mais mulheres do que homens em suas delegações. Na seleção brasileira há certo equilíbrio e em 2016 participaram 209 mulheres do total de 465 atletas.​

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